Morar no Cabo de Santo Agostinho é presenciar o caos social e o fim da cidadania

Por Tereza Soares
jornalista, especial para o BlogdoFirmo

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Cabo de Santo Agostinho …. “É uma cidade que morre nos morros não mais sem remédio, mas por causa da droga do anti-humanismo, uma cidade de mentalidade mesquinha, uma cidade desumana” (photo by Wilson Firmo)

Uma análise sociológica da situação do Cabo de Santo Agostinho, sob a atual conjuntura política, econômica e social, nos revela que a cidade vive os efeitos de uma crise particular, gerada talvez pelo choque cultural e moral ocorrido entre recém aterrissados e os veteranos, herdeiros de uma cidade sucateada, sem investimentos em serviços, vivenciando um claro sintoma de ausência do poder público no sentido da urbanidade e cidadania, enfim, vivendo uma grave situação de abandono por seus representantes últimos no Poder Público local.

Uma situação sui generis caracterizada pela exigência de uma demanda emergente da classe trabalhadora (ou não), descendente de famílias da própria cidade e de trabalhadores itinerantes que vieram em busca do sonho do emprego.

Além de pessoas que se mudaram para a cidade, existe um inquilino indesejável… a desordem social e moral que agrava ainda mais a penúria do povo pobre, que vivia se arrastando pela falta de saneamento, de verdadeira educação – falo de uma educação libertadora, de verdadeira saúde, aquela que se baseia na prevenção e na manutenção do equilíbrio psicológico visando a saúde integral, de espaços de lazer cultural, de turismo sustentável, pois a cidade deveria ter o turismo como uma das principais economias, pelo potencial natural e histórico.

Ah, é uma cidade malvada! É uma cidade que morre nos morros não mais sem remédio, mas por causa da droga do anti-humanismo, uma cidade de mentalidade mesquinha, uma cidade desumana. É uma cidade em devastação, em empobrecimento cultural, em sofrimento moral, uma grávida de parto prematuro de uma cultura pós-moderna fabricante de lixo sem reutilização.

A bem da verdade, pela falta de comando popular dos movimentos sociais que aqui se formaram, e que tiveram sua ascensão, antes do sufocamento sofrido pelo imperialismo político do Estado, o Turismo perdeu o espaço garantido que já possuía, levando a defasagens lastimáveis para a Cultura e demais derivados. As decisões políticas feitas em gabinete, sem a “autorização” dos munícipes, transformou o Cabo no Caos, que afeta a todos indiscriminadamente, até aqueles que torceram para que o tal desenvolvimento chegasse.

Este grupo, sob a égide de uma visão desenvolvimentista, escolheu o Cabo para ser o aglutinador de um crescimento portuário ‘espetacular’ apenas para os outros… uma cidade que nunca deixou de ser pobre, porque apesar de lojas de rede e de shopping, é pobre de conceitos, de valores e de vontades próprias…

Perdeu. O Cabo perdeu suas belezas para a máquina, seus potenciais educacionais para a mecânica, para a mentalidade destruidora, devastadora de matas… os artistas se rendem ao emprego na fábrica, as ruas foram perdidas pelo povo pacato e cidadão para os desordeiros que transformam a cidade num autódromo intransitável da poluição sonora. O Cabo perdeu os ícones da história local na poesia, na música, os educadores, os trabalhadores do bem e da paz para os “heróis do MMA”, agora, sob os holofotes da mídia consumista e deseducada.

Quando se observa, o idoso não tendo condições mais de andar na calçada, em qualquer bairro, porque nesta cultura fast não há tempo para respeitar seu direito de ir e vir, quando se observa as crianças sem parques para brincar e festejar a infância, porque a sociedade “perversa e ignorante” não absorve as necessidades infantis…

É de adoecer qualquer filho da terra!!! Gostaríamos de ver as tais riquezas chegarem para a população sofrida em forma de formação educacional para a vida, para a cidadania, para a preservação do patrimônio ambiental e histórico, para a convivência pacífica de pessoas de todas as idades, para o lazer cidadão, para o turismo sustentável baseado nos fatos históricos e nos potenciais para o lazer e a aventura, para o trabalho digno em prol da própria cidade e para a construção de uma cidadania planetária. Que a cidade pudesse reconhecer seu valor cultural e científico para o mundo, que a escola fosse a grande motivadora de uma juventude consciente de suas riquezas e não estuprada naquilo que tem de mais pulsante, o senso transformador e revolucionário.

Quando se observa a situação da mulher, mãe e trabalhadora, que apesar de morar na cidade que é o 4° PIB de Pernambuco, não tem onde deixar seus filhos para ir ao emprego, porque não se cumpre a lei que ofereceria a opção da creche… quando se observa, o idoso não tendo condições mais de andar na calçada, em qualquer bairro, porque nesta cultura fast não há tempo para respeitar seu direito de ir e vir, quando se observa as crianças sem parques para brincar e festejar a infância, porque a sociedade “perversa e ignorante” não absorve as necessidades infantis…nem quero lembrar que estão sofrendo em mãos desajustadas, desequilibradas, degradadas…de pessoas que sofrem e por isto fazem sofrer esta infância…

Ah, é uma cidade malvada! É uma cidade que morre nos morros não mais sem remédio, mas por causa da droga do anti-humanismo, uma cidade de mentalidade mesquinha, uma cidade desumana. É uma cidade em devastação, em empobrecimento cultural, em sofrimento moral, uma grávida de parto prematuro de uma cultura pós-moderna fabricante de lixo sem reutilização. O conflito resultante dos participantes deste palco sem lei, levando a população às delegacias, às farmácias e aos bares para ‘encher a cara’ ouvindo música de má qualidade. Onde estaria o sonho da qualidade de vida? Da elevação cultural e da participação na riqueza aqui produzida?

Inventário – por Douglas Menezes

Ninguém lembrará de você daqui a pouco, embora ainda brotem as flores nos dezembros, e as namoradas permaneçam com o cheiro de jasmim no riso fácil de quem conta estrelas. (photo by Wilson Firmo © copyright 2015)

Ninguém lembrará de você daqui a pouco. No picadeiro não vai importar sua emoção. Anos a fio, chorou e fez chorar. Sorriu quando a dor era mais forte, naquela linha tênue entre a coragem e a fraqueza. Emocionou-se pelos outros, deixou de sentir sua própria emoção. E assim vai, e assim foi.

Fez da vida um parágrafo único: sem graça, no mais das vezes. E no desespero da sobrevivência menor, ouviu a amizade insincera: sinto muito, não posso ajudar, tenho minhas limitações. Pediu perdão por não ter sido forte. Consolou-se dizendo que o mundo era assim. Ninguém lembrará de você, pois hoje a nuvem do esquecimento levará de vez até a mais abissal das recordações. Vento sem som, carregando a memória por milhões de noites e dias. Atemporal a existência. Comer, dormir, fazer mais gente, perpetuando a rotina de sempre.

Ai Drummond, vida besta esta, como tu disseste. Só você estará como veio ao mundo, e o poeta não esqueceu: “Pela última vida, poucos amigos hão de te procurar”. Santana também constatou: “Quem nos levará à derradeira morada, se todos que conhecemos estão indo embora para aquele sono sem retorno?” Pois, Santana, não haverá alça, nem caixão. Belo será a nossa transformação em poeira cósmica, como diz Ferreira, apenas a matéria orgânica voltará para onde veio. Vibrou com o futebol, fez campanha, se expôs, caminhou muito, discutiu, e assim mesmo ninguém lembrou de você.

Não um agradecimento, que é demais para eles, mas a lembrança de que você existiu há uns meses. Esquecido será, pelos bens que não teve, pelo receio de ousar mais e sair da mesmice, mesmo com risco. E a quem veio ao mundo pelo seu sêmen, apenas a vontade de que tudo benevolente seja, numa vida de fardo menor que a sua. Ninguém lembrará de você daqui a pouco, embora ainda brotem as flores nos dezembros, e as namoradas permaneçam com o cheiro de jasmim no riso fácil de quem conta estrelas.

Como lembrar de você daqui a pouco se já agora, na madrugada do silêncio, a luz do esquecimento presente se faz. Memória dilacerada, voz que não se ouve. Você e o medo medonho da amnésia do tempo, aqui, amanhecendo, na certeza de que daqui a pouco, com o sol e esse verão tão moreno quanto quente, ninguém lembrará de você.

Douglas Menezes, professor e membro da Academia Cabense de Letras

Semana (pouco) Santa. Por Frei Betto

No Brasil, a maioria é cristã. Cristãos avulsos, sem vínculos paroquiais ou comunitários. Por isso, profanamos a Semana Santa. Em vez do lava-pés na quinta-feira, lavamos a alma em dúzias de cerveja. Em vez da memória do Senhor morto na sexta, o churrasco no quintal e a sofreguidão de quem acredita que felicidade resulta da soma de prazeres. Em vez de aleluias no sábado, o mergulho em piscinas e mares. Em vez da Páscoa, a mais importante festa cristã, um domingo de lazer no qual se espera apenas que o Sol ressuscite dentre as nuvens e nos conceda a glória de seu brilho.

Estamos perdendo a memória das datas emblemáticas e dos ritos de passagem. Nossas crianças crescem no ateísmo prático, como se Deus fosse um camafeu guardado por suas avós numa caixa forrada de veludo. Se não há quem as leve à igreja, faça-as participar do lava-pés e da procissão da cruz, e cantar aleluias pela ressurreição de Jesus, como esperar que cresçam com algum sentimento religioso?

Tornam-se, pois, neófitas da religião das novas catedrais: os shopping-centers. Aprendem que a Semana Santa é apenas uma miniférias que demarca com nitidez duas classes de seres humanos: os que podem viajar e os que ficam. Se um dia forem relegadas à categoria dos que ficam, sentir-se-ão humilhadas, reagindo segundo a única escala de valores que conhecem: a do status a qualquer preço.

Os fatos históricos celebrados pela Igreja na Semana Santa fazem parte dos arquétipos que regem a nossa cultura ocidental. Olvidar-se que, no século 1, Jesus de Nazaré foi perseguido, preso, torturado e assassinado na cruz por “passar a vida fazendo o bem”, como sublinham as Escrituras, é perder a identidade cristã. Sem paradigmas e referências, invertemos os valores. Trocamos a religião pelo consumo, abraçando inclusive uma religiosidade prêt-à-porter, de quem busca nos astros e nas cartas, nos búzios e no I Ching o que convém à própria segurança psicológica.

Nenhuma preocupação com os pobres, nenhuma fome de justiça, nenhuma entrega à oração. Fugimos de práticas comunitárias como o diabo da cruz. Inventamos uma religião individual, na qual somos fiéis e bispos, profetas e doutores. Por isso nos encanta a literatura esotérica que nutre nossa fantasia com manuscritos arcaicos e anjos cabalísticos. Nada disso exige que se cumpra o fundamental: amar ao próximo, sobretudo o carente.

É Páscoa, mas não passo. Fico na minha. Entregue ao ócio dos feriados. Se possível, vendo filmes na TV. E não me peçam que pare o carro caso encontre um acidentado na estrada. Sujaria tapetes e bancos, impressionaria as crianças, atrasaria a viagem. Exceto se a fatalidade fizer com que o acidentado seja eu.

Pontezinha recebe evento dedicado ao coco de roda neste sábado

As atrações da sambada são o Mestre Zé Negão e sua Laia, o grupo de Coco do Mestre Goitá, Willy do Coco e Bojo da Macaíba

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Coco de roda é tradição no bairro de Pontezinha, Cabo de Santo Agostinho. Foto: Inês Campelo/DP/D.A.Press/Arquivo

O Sambada de Pontezinha, evento dedicado ao coco de roda e à ciranda, acontece neste sábado (4) em Pontezinha, Cabo de Santo Agostinho. A atividade, aberta ao público, já era uma tradição antiga do bairro e foi retomada em fevereiro deste ano, por uma iniciativa independente. Promovido no Centro Cultural Mestre Goitá, próximo à antiga BR-101 sul, o evento acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, das 20h às 23h. A atividade recebe o apoio da Secretaria de Cultura e Lazer do município.

As atrações desta terceira edição da sambada são o Mestre Zé Negão e sua Laia, o grupo de Coco do Mestre Goitá, Willy do Coco e Bojo da Macaíba. “Retomamos esta sambada para não deixarmos morrer a tradição. O coco de roda e a ciranda estão no nosso sangue, veio de pai para filho. A cada sambada, chamamos grupos de Pontezinha e da região, uma forma de valorizar o trabalho de cada um e unir forças para a valorização da nossa cultura. Também contamos com a presença ativa da comunidade”, explica João de Goitá, um dos organizadores do evento.

O gerente de Cultura do Cabo de Santo Agostinho, Antônio Moraes, ressaltou a importância do evento para a cidade. “Quase todos os grupos de coco de roda do Cabo nasceram em Pontezinha, e agora eles estão se reunindo para resgatar a própria história, e utilizando como palco o Centro Municipal Cultural Mestre Goitá, único espaço em Pernambuco direcionado ao ritmo”, afirma.

Serviço:
Sambada de Pontezinha
Quando: sábado (4)
Horário: a partir das 19h30
Local: Centro Cultural Mestre Goitá, em Pontezinha (Rua do Açafrão, Pontezinha)
Entrada gratuita

fonte: Diario de PE

Academia Cabense de Letras: sonho de sede própria será concretizado



Com base na Lei 2.973/14, a prefeitura concede à Academia, o direito real de uso do prédio localizado na Rua Visconde de Porto Alegre, 169, no Centro do Cabo. Prefeito promete reforma da Praça Theo Silva, que será transformada em ponto de extensão para o trabalho dos membros da Academia.

Membros da Academia Cabense de letras (ACL), foram recebidos pelo prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia. Acompanhado por cinco dos seus secretários, o gestor e escritores discutiram projetos culturais e a cessão da sede definitiva da academia. O encontro aconteceu nessa terça-feira (31/03), no Centro Administrativo Municipal (CAM).

O presidente da Academia, Doutor João Sávio, deu início à reunião agradecendo ao prefeito Vado pela receptividade e o interesse em solucionar o problema da ausência de uma sede para a instituição. Com base na Lei 2.973/14, a prefeitura concede à Academia, o direito real de uso do prédio localizado na Rua Visconde de Porto Alegre, 169, no Centro do Cabo. Nele, será instalada a nova sede. A proposta é tornar o local em um instrumento social, onde a população, profissionais de educação e membros da academia possam compartilhar do acervo literário do município, assim como desenvolver atividades culturais e educacionais.

Ainda durante o encontro, o secretário municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Marcos Germano, apresentou o projeto de reforma da Praça Theo Silva, também no Centro do Cabo, que a transformará em ponto de extensão para o trabalho dos membros da Academia. Com a reforma, a praça contará com mural que conta a história do escritor cabense Theo Silva e um mini anfiteatro para a realização de recitais.


O prefeito Vado ressaltou a importância da instituição para a Cidade. “A Academia Cabense de Letras é um patrimônio do Cabo. Como gestor, me sinto feliz em poder contribuir com a solução de um problema antigo, que é a criação de uma sede, e viabilizar projetos que também beneficiam os munícipes”, disse.

O poeta e escritor Ivan Marinho, que possui assento na ACL, encerrou o encontro recitando Theo Silva, com a poesia “Revoltado”, trazendo assim à memória uma das obras do escritor que deixou um grande legado para a literatura cabense.

Estiveram presentes no encontro os secretários Lusivan Oliveira (Gestão), Tatiana Guerra (Assuntos Jurídicos), Rinaldo da Costa (Cultura e lazer), Marcos Germano (Planejamento e Meio Ambiente) e Ronaldo dos Santos (Programas Sociais).

fONTE: Jaqueline Mota – Secom/Cabo

Prédio da Agência do Trabalho do Cabo será reformado

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Pedido feito pelo deputado federal Betinho Gomes vai garantir melhorias. Na unidade, serão implantados novos programas que garantam mais a oportunidade para o cidadão cabense se qualificar

A Agência do Trabalho, instalada no Cabo de Santo Agostinho, vai passar por melhorias. Atendendo a um pedido do deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE), o secretário de Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação do Estado, Evandro Avelar, autorizou não só uma reforma no prédio onde funciona a unidade como vai implantar novos programas, que objetivam oferecer ainda mais a oportunidade para o cidadão cabense se qualificar e conseguir sua (re)colocação no mercado de trabalho.

Entre os programas previstos para ser instalado na Agência do Cabo está o “expresso empreendedor” -, que oferece palestras, oficinas e minicursos a potenciais empresários e empreendedores individuais – e uma unidade da Agência de Fomento do Estado de Pernambuco S/A (AGEFEPE), que tem como propósito ser agente financeiro do micro, pequeno e médio produtor rural e urbano, dos artesãos e do micro, pequeno e médio empreendimento industrial, comercial e de serviços do Estado.

Programa vai recuperar Riacho Algodoais no Cabo de Santo Agostinho

Haverá uma outra etapa com o lançamento do Projeto Nascentes beneficiará 65 pessoas que, atualmente, moram às margens do Algodoais. Essas pessoas serão realocadas para o Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete – Governador Eduardo Campos, que terá 2.620 casas, no Cabo. O primeiro lote com 810 moradias deve ser entregue em dezembro deste ano.

Recuperar o Riacho Algodoais no trecho que corta o Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, é o objetivo do programa Águas de Suape, instalado pelo governador Paulo Câmara nesta terça-feira (24). A iniciativa também promoverá um trabalho de educação ambiental com 15 famílias residentes no entorno do curso d’água que passa pelas zonas industrial e de preservação ecológica de Suape. O ato de assinatura do decreto foi realizado no Palácio do Campo das Princesas e contou com uma apresentação da Orquestra Criança Cidadã Meninos de Ipojuca.

O programa integra o plano de ação de meio ambiente e sustentabilidade do Complexo para 2015, que receberá R$ 20 milhões em INVESTIMENTOS – a previsão para o Águas de Suape é de R$ 8 milhões. Por meio do planejamento, Suape vai restaurar a mata atlântica, recuperar o mangue e realizar um estudo da fauna marinha e de inclusão socioprodutiva para famílias do seu entorno.

“Esse programa representa uma política pública inovadora de melhoria do meio ambiente. Tive o cuidado de levar à minha equipe a determinação de, em todas as nossas ações de governo, trabalharmos o conceito da sustentabilidade. Iniciamos uma nova etapa com o Águas de Suape, que foi criado a partir de experiências que vêm dando certo no mundo”, destacou Paulo Câmara, ressaltando a criação da Secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade no governo Eduardo Campos.

A técnica sem componentes químicos a ser utilizada para a recuperação do riacho consiste na implantação de um jardim utilizando plantas que se alimentam de impurezas – existem 38 espécies disponíveis no Brasil. As plantas deixarão a água limpa em apenas seis horas. Essa fase do programa se chamará Jardim Algodoais. O cultivo começa no próximo semestre. Antes disso, a administração de Suape realizará algumas obras necessárias.

A previsão é que a flora e a fauna sejam recuperadas dentro de 12 meses após a instalação do jardim. O uso de plantas restauradoras da vida aquática é mais eficaz do que os métodos convencionais porque remove mais de 90% dos poluentes e evita assoreamento; o que as técnicas tradicionais não realizam, por se concentrarem apenas na filtragem da água.

O Riacho Algodoais será limpo por uma equipe multidisciplinar, que envolverá arquitetos, biólogos, engenheiros ambientais e sanitaristas – pois o maior agente contaminante de doenças é a água -, além de operários da construção civil e jardineiros.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Thiago Norões, salientou a importância do Complexo para o crescimento do Estado. De acordo com Norões, o Governo de Pernambuco vem investindo em medidas para minimizar os impactos ambientais na região. “Hoje, 59% dos 13,5 mil hectares do território de Suape são destinados à preservação ambiental. E essas ações serão ampliadas”, garantiu, referindo-se à criação da Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

NASCENTES – Em um segundo momento, o Águas de Suape prevê a implantação do projeto Nascentes, que será realizado em parceria com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) – Campus Cabo de Santo Agostinho. O projeto vai identificar e recuperar as nascentes desse curso d’água, iniciado no Engenho Rosário e com término no Rio Massangana, no Engenho Tiriri, todos no Cabo.

O Nascentes beneficiará 65 pessoas que, atualmente, moram às margens do Algodoais. Essas pessoas serão realocadas para o Conjunto Habitacional Nova Vila Claudete – Governador Eduardo Campos, que terá 2.620 casas, no Cabo. O primeiro lote com 810 moradias deve ser entregue em dezembro deste ano. O habitacional servirá para abrigar não só as famílias de Algodoais, mas as que residem em outras áreas industriais e de preservação ecológica do território de Suape.

Fonte: Governo de PE

População cabense debate e cobra regulamentação das “cinquentinhas”

FullSizeRender(1)Tudo pronto para a audiência pública que vai discutir a regulamentação dos veículos ciclomotores, ou popularmente chamadas de “cinquentinhas”. Será nesta quarta-feira, 25, às 10h, na Câmara do Cabo de Santo Agostinho.

De acordo com o vereador José de Arimateia, que propôs a audiência, a reunião pública já tem a confirmação de várias autoridades, entre eles, o comandante do 18º Batalhão da PM, Coronel Galindo, o secretário de Defesa Social, capitão Leandro, representantes do DETRAN/PE, Samu.

Também foram convidados promotores do Ministério Público de PE, delegados de Polícia, CTs, entre outras autoridades.

Reforma do Mercadão altera trânsito na localidade

Agentes da Guarda estarão nas ruas do entorno nos primeiros dias para orientar motoristas sobre as mudanças (foto João Barbosa – Secom/Cabo)

Obra de recuperação vai durar quatro meses e terá, entre várias ações, melhora nas instalações elétricas e cobertura de toda área onde ficam os boxes fixos

O trânsito no entorno do Mercado Público do Cabo de Santo Agostinho (Mercadão), sofrerá mudanças a partir da noite deste domingo (22/03). A Rua Pirapama (paralela à Avenida Manoel Queiroz da Silva) no Centro, será interditada temporariamente, para a instalação do canteiro de obras da empresa que iniciará os serviços de reestruturação e coberta do Mercadão.

De acordo com o secretário Municipal de Defesa Social, José Carlos Leandro, os carros de passeio e motos que utilizam esta via para retornar do Mercadão ao Centro do Cabo passarão a utilizar a Avenida Manoel Queiroz da Silva (bairro da Torrinha), virando à esquerda na Rua da Escola José Alberto de Lima (Caic). Segundo a Gerência de Trânsito e Transporte do Cabo, agentes da Guarda estarão nas ruas do entorno nos primeiros dias para orientar motoristas sobre as mudanças.

A previsão é de que a obra seja concluída em quatro meses. Serão realizados serviços nas instalações elétricas e hidráulicas, reformados os banheiros, substituição dos pisos, recuperação e pintura do gradil, e feita a cobertura de toda a área onde ficam os boxes fixos.

Betinho Gomes vai analisar MP que trata das mudanças nos direitos trabalhistas

Betinho afirma que essa será a oportunidade de debater e trabalhar por mudanças na Medida Provisória 664, que restringe o direito dos trabalhadores (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

Deputado solicita que a presidente mantenha as regras atuais e, portanto, os direitos já conquistados pelos brasileiros

O deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) será membro da Comissão Especial que vai analisar a Medida Provisória nº 664/2014, que mexe nos direitos trabalhistas. A medida é uma das propostas mais polêmicas do início do segundo governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Indicado pelo líder do seu partido na Câmara Federal, deputado Carlos Sampaio (SP), Betinho afirma que essa será a oportunidade de debater e trabalhar por mudanças na Medida Provisória 664, que restringe o direito dos trabalhadores.

Contrário a ação do governo federal, que considera arbitrária pelo fato de modificar as leis que disciplinam os benefícios previdenciários e trabalhistas, através das Medidas Provisórias nº 664 e 665, o deputado apresentou emendas às referidas MPs. De modo geral, solicita que a presidente mantenha as regras atuais e, portanto, os direitos já conquistados pelos brasileiros.

“Agora, como membro da Comissão Especial, vou defender as nossas emendas e buscar soluções para que o trabalhador não seja penalizado”, destaca o congressista. Em tempos de ajustes fiscais, dificilmente esses direitos não serão penalizados.

Fonte: Diario de Pernambuco